Maiores M&A Tech do Brasil em 2024-2026: Ranking e Análise

Por: Equipe Stack Brasil 2026 2 min de leitura

TL;DR

O ciclo de M&A em tecnologia brasileira entre 2024 e 2026 consolidou movimentos relevantes: Linx adquirida pela TOTVS por R$ 3,05 bilhões (anuncio jul/2025, fechamento mar/2026), Sinqia adquirida pela Evertec em 2023, Tivit adquirida pela Almaviva em 2025, e múltiplos M&A em mid-market. A motivação predominante foi consolidação setorial e expansão de portfólio.

O período 2024-2026 marcou retomada de M&A em tecnologia brasileira após ciclo mais tranquilo de 2022-2023. A motivação predominante foi consolidação de mercado em verticais maduros (ERP, fintech, integradores) e oportunidade de comprar ativo com avaliação corrigida após correção do ciclo de hype.

Os maiores M&A do período

Linx adquirida pela TOTVS. Anunciada em julho de 2025 por R$ 3,05 bilhões, fechada após aprovação do CADE em marco de 2026. A operação concentra ainda mais a liderança da TOTVS em ERP brasileiro, especialmente em vertical de varejo (onde a Linx atuava). A Stone, que havia comprado a Linx em 2020 por R$ 6,7 bilhões, vendeu pela metade do preço, movimento que sinaliza correção de avaliação de ativos tech adquiridos no pico do ciclo anterior.

Tivit adquirida pela Almaviva (Italia). Anunciada em 2025, a Tivit foi adquirida pela italiana Almaviva após avaliar IPO em 2022 sem efetivar. A operação representa retorno de player internacional em consolidação de serviços de TI no Brasil.

Sinqia adquirida pela Evertec (Porto Rico). Concluida em outubro de 2023, a Evertec adquiriu a Sinqia consolidando posição em tecnologia para mercado financeiro brasileiro. A marca Sinqia foi descontinuada gradualmente entre 2024 e 2025.

Wake Creators vendida pela LWSA. Em outubro de 2025, a LWSA (Locaweb) vendeu a Wake Creators por R$ 45 milhões, significativamente abaixo dos R$ 180 milhões originalmente pagos pela Squid em 2021. Movimento de reestruturação de portfólio pos-onda de aquisições.

Hi Platform adquirida pela GP Investments. Em 2024, a Hi Platform foi adquirida pelo grupo GP Investments, consolidando movimentos no segmento de atendimento omnichannel brasileiro.

O padrão do período

Três padrões consolidados no ciclo 2024-2026: compressão de múltiplos, com avaliações em IPO ou M&A operando em múltiplos significativamente menores do que em 2021; reestruturação de portfólios montados em onda anterior (Stone vendendo Linx, LWSA vendendo Wake Creators); internacionalização do consolidador, com grupos europeus e norte-americanos comprando ativos brasileiros (Almaviva, Evertec, Zendesk com Movidesk).

O que esperar em 2027-2028

Sinais sugerem continuidade de M&A em tecnologia brasileira em verticais específicos: consolidação em healthtech (após saída da Wellhub), consolidação em edtech (oportunidade pos-correção), consolidação em verticais regulados (banking, fintech). A janela para IPO de tech brasileiro continua mais lenta do que M&A.


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