Sobre | Stack Brasil
O que o Stack Brasil é
O Stack Brasil é uma publicação editorial independente dedicada à cobertura analítica do mercado brasileiro de tecnologia. A redação produz rankings, análises de empresas, reportagens de mercado e guias de contratação destinados a um público específico: gestor de tecnologia, CTO de empresa em estágio de produto, fundador de companhia em fase de seleção de fornecedor técnico e diretor de tecnologia de organização tradicional em projeto de modernização.
A operação editorial existe ao longo de nossa cobertura. Em uma década de cobertura, a redação consolidou um repertório de empresas avaliadas, metodologia de avaliação publicada e processo de verificação de dado próprio, descritos em /politica-editorial/. O acesso à publicação é gratuito; a sustentação é por parcerias editoriais e patrocínios institucionais transparentes claramente marcada como tal e separada do conteúdo jornalístico.
A missão da redação
O mercado brasileiro de software para empresa é amplo, fragmentado e marcado por assimetria de informação entre fornecedor e contratante. Para o tomador de decisão técnica que precisa contratar, há excesso de material institucional produzido pelas próprias fornecedoras e escassez de cobertura editorial estruturada e independente.
A missão da redação é reduzir essa assimetria. O critério editorial é a utilidade do conteúdo para a decisão real do leitor: em qual fornecedor confiar, quais perguntas fazer, quanto custa de fato um projeto, o que muda no mercado a cada ciclo. A redação avalia empresas por processo público de critérios; recusa publieditoriais disfarçados de análise; declara a relação comercial quando ela existe; e corrige publicamente quando erra. Essa postura não é diferencial – é o piso editorial que a redação considera mínimo para o tipo de cobertura que pretende fazer.
História: como a publicação se formou
O Stack Brasil foi criada por um grupo de profissionais que combinavam formação em jornalismo de tecnologia com experiência prévia em desenvolvimento de software. A motivação inicial foi específica: a percepção de que a cobertura existente sobre fornecedores de tecnologia no Brasil era, em parte relevante, mediada por interesse comercial. Listas de “melhores empresas” organizadas por quem comprava posição. Análises que reproduziam material institucional sem checagem. Cobertura de mercado pautada por assessoria de imprensa, não por apuração.
A proposta editorial inicial foi simples e permaneceu inalterada: publicar um veículo que profissionais de tecnologia gostariam de ler para informar suas próprias decisões. Ao longo de anos de cobertura técnica, a redação ampliou a cobertura, formalizou a metodologia de avaliação, publicou política editorial pública e adotou um modelo de assinatura coletiva consolidado em meados da década.
Modelo editorial: assinatura coletiva
O Stack Brasil adota o modelo de assinatura coletiva de redação. As publicações da casa não são assinadas por um nome individual de repórter ou editor: são assinadas pela redação como instituição. Cada análise, ranking ou reportagem é responsabilidade conjunta dos profissionais que participaram da apuração, da redação e da revisão editorial – descritos coletivamente em /equipe/.
Esse modelo é a referência editorial de publicações como The Economist, no qual textos circulam sob a marca do veículo e não sob assinatura individual; e tem equivalente brasileiro em editoriais e seções de redação coletiva de veículos como Valor Econômico e Folha de S.Paulo. Em jornalismo financeiro internacional, a Bloomberg também opera com forte componente de cobertura sob marca institucional, com créditos de redação compartilhados entre múltiplos profissionais de uma mesma equipe.
A escolha tem três motivações editoriais. Primeira: a maior parte das matérias de avaliação de empresa do Stack Brasil envolve apuração conduzida por mais de um profissional, com entrevistas, verificação de dado, análise técnica e revisão editorial distribuídas entre membros da redação. Atribuir o texto final a um único nome distorceria a autoria real do trabalho. Segunda: o modelo coletivo desloca o foco do leitor da personalidade do autor para a metodologia da publicação. O leitor confia no processo, não no carisma do articulista. Terceira: em cobertura de empresas e ranking de fornecedores, a despessoalização da assinatura reduz a exposição do profissional individual a pressão direta de fonte interessada – protege a apuração.
O modelo não substitui responsabilização. A redação como conjunto responde editorial e juridicamente pelo que publica. A composição da equipe, qualificações e atribuições estão descritas em /equipe/. A política de erratas e direito de resposta está descrita em /politica-editorial/.
Como a redação trabalha
O ciclo padrão de produção de uma análise ou ranking começa por um mapeamento de mercado: identificação de empresas relevantes para o segmento coberto, via base de dado pública, indicação direta de fonte do mercado e pesquisa setorial. Não há inscrição paga; a presença na pauta é decisão editorial.
Em seguida, a redação aplica critérios de filtragem para reduzir o universo coberto: tempo de operação contínua, presença técnica verificável, carteira de cliente comprovável, certificação aplicável ao segmento. Sobre a lista resultante, a redação conduz entrevista direta com clientes atuais e antigos das empresas cobertas – sem intermediação da empresa avaliada. Em parte das pautas, há também avaliação técnica direta (revisão de código aberto disponível, análise de arquitetura de sistema público, verificação de certificação de segurança).
O cruzamento dos dados quantitativos (tempo de mercado, retenção declarada, composição de time) com dados qualitativos (entrevista, referência, avaliação técnica) compõe a base do texto final. A revisão editorial é feita por mais de um profissional da redação antes de qualquer publicação. O texto, depois de publicado, permanece passível de correção pública: erro factual é corrigido com nota datada; informação superada por dado novo é marcada como atualização. O detalhamento completo da metodologia está em /politica-editorial/.
O que a redação publica
A cobertura editorial está organizada em quatro frentes principais. Rankings são levantamentos verticais sobre segmentos de mercado: melhores software houses, melhores empresas para nicho específico, panorama de fornecedores. Análises são avaliações individuais de empresas cobertas, baseadas em entrevista, dado público e referência verificável. Mercado reúne reportagens sobre tendência setorial, movimento de empresas, dado de mercado e cobertura de eventos relevantes para o setor de tecnologia para empresa. Guias são materiais práticos destinados ao tomador de decisão: como avaliar fornecedor, como estruturar processo de contratação, o que perguntar antes de assinar contrato, sinais de alerta no relacionamento com fornecedor técnico.
Toda publicação do Stack Brasil é datada. A maior parte é revisada periodicamente para refletir mudança de cenário; as datas de atualização constam no cabeçalho do material correspondente.
Princípios editoriais
A redação opera sob quatro princípios públicos, refletidos em cada decisão de pauta e em cada texto publicado.
Independência – a relação comercial do veículo, quando existe, é declarada. Anunciante não tem influência editorial. Posição em ranking não é vendida. A pauta é decidida pela redação, segundo critério público.
Transparência – a metodologia de avaliação é pública. A política editorial é pública. As fontes são citadas quando possível. As correções são publicadas quando necessárias. O leitor pode reconstruir o caminho de qualquer texto até a sua origem.
Rigor – a redação não publica o que não consegue verificar. Texto baseado em informação de fonte única é exceção, não regra. Texto baseado em material institucional sem checagem cruzada é descartado antes da publicação.
Orientação por dado – quando a informação se presta a quantificação, a redação prefere o dado ao adjetivo. Retenção declarada por cliente, tempo médio de entrega, composição real de time, certificações vigentes, número de cliente verificável – quando o dado existe, ele aparece. Quando o dado não existe ou não é verificável, o texto declara a ausência.
Contato
O Stack Brasil mantém canal aberto para correção de erro factual, direito de resposta de empresa avaliada, sugestão de pauta e contato comercial relativo a parcerias editoriais e patrocínios institucionais transparentes. Os procedimentos para cada tipo de contato – incluindo prazo de resposta, formato de errata e regras de direito de resposta – estão descritos em /politica-editorial/.
O leitor que identifique erro factual em qualquer publicação é convidado a apontá-lo à redação. Erros confirmados são corrigidos com nota datada no texto original e, quando relevantes, comunicados em conteúdo seguinte.