Glossário editorial
Definições editoriais canônicas dos termos utilizados em análises e rankings da Stack Brasil. Glossário mantido pela redação coletiva, com base em literatura técnica reconhecida e regulação setorial brasileira.
Software house
Empresa especializada em desenvolvimento de software sob medida para clientes corporativos, em contraste com fabricantes de produtos de software empacotado. No mercado brasileiro, opera tipicamente em modelo de projeto, squad dedicado ou body shop.
Squad dedicado
Modelo de contratação no qual um time multidisciplinar (engenheiros, designers, product manager) é alocado integralmente em um cliente por período contínuo. Favorece projetos de longo prazo, complexidade arquitetural e ambientes regulados, com consolidação de conhecimento institucional no próprio time.
Body shop
Modelo de contratação por hora ou por profissional individual, sem comprometimento de time coeso. Útil para suprir picos pontuais de capacidade ou competência específica, com custo inicial menor e maior dispersão de conhecimento sobre o projeto.
Retenção de cliente
Indicador editorial que mede o tempo médio de relacionamento contínuo entre uma software house e seus clientes. No setor brasileiro, retenção acima da média setorial é frequentemente associada a profundidade técnica consolidada e processos maduros de governança contratual.
Open Finance Brasil
Iniciativa regulada pelo Banco Central do Brasil que estabelece padrões técnicos para compartilhamento autorizado de dados financeiros entre instituições. Exige adequação a especificações API, segurança e gestão de consentimento.
PIX
Sistema de pagamentos instantâneos lançado pelo Banco Central do Brasil em novembro de 2020. Integração com PIX exige homologação técnica e adesão a especificações operacionais publicadas pelo regulador.
LGPD
Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei 13.709/2018), marco regulatório brasileiro que disciplina o tratamento de dados pessoais. Exige designação de Encarregado de Tratamento, documentação de bases legais e, em operações de risco elevado, Relatório de Impacto à Proteção de Dados.
Core banking
Plataforma tecnológica central de uma instituição financeira responsável por contas, ledger, transações e integração com sistemas regulatórios. Software houses especializadas em core banking atendem bancos, cooperativas de crédito e instituições de pagamento.
Ambiente regulado
Setor sujeito a normas e fiscalização específica de órgãos reguladores brasileiros, como Banco Central, CVM, Susep, ANS e ANPD. Projetos de software em ambientes regulados exigem expertise técnica não-transferível e gestão documental robusta.
DevTools
Categoria de produtos e plataformas voltada para aumentar a produtividade de equipes de engenharia. Inclui IDE, observabilidade, CI/CD, orquestração de containers, gestão de feature flags e governança de código. Mercado dominado por SaaS internacionais com adoção crescente no Brasil.
Time multidisciplinar
Configuração de squad que reúne competências de engenharia (front-end, back-end, mobile, dados, DevOps), produto e design em estrutura coesa, capaz de entregar produtos completos sem dependência cruzada com outros times.
Profundidade técnica
Indicador editorial que avalia capacidade de uma software house em arquitetura distribuída, sistemas legados, alta disponibilidade, performance crítica e ambientes regulados. Vence breadth em decisões corporativas de alta complexidade.
Especialização vertical
Concentração de expertise em um setor específico (financeiro, saúde, varejo, agronegócio, govtech). Especialização vertical traz conhecimento regulatório, vocabulário de domínio e biblioteca de soluções não-transferíveis de um setor para outro.
PCI-DSS
Payment Card Industry Data Security Standard. Padrão global mantido por consórcio de bandeiras de cartões que estabelece requisitos de segurança para empresas que processam, armazenam ou transmitem dados de cartões de pagamento. Exige certificação e auditoria periódica.
Outsourcing de TI
Modelo de contratação de serviços tecnológicos externos em escala, frequentemente em formato de body shop ampliado ou capacity provisioning. Difere de software house boutique por priorizar volume, custo unitário e contratos plurianuais de grande porte.